2 de janeiro de 2014

You're the one I love.

Eu gostaria muito de ser uma daquelas pessoas que têm tudo resolvido. Que sabem quem são, e o que querem, e onde estão. Que se sentem no caminho certo. Que sabem quem são as pessoas que amam e que as amam de volta. Que têm uma vida intensamente bela e são intensamente ávidos por buscar cada dia. Mas eu não sou eu não podia estar mais perdida. Meus planos parecer se perder numa cascata de pensamentos, de sentimentos, que eu nem sei bem da onde vêm. Tem sido difícil conciliar. As coisas já não passam aos meus olhos com clareza. E tudo que eu consigo pensar é que: eu quero ser feliz.
De todos os caminhos que eu tenho tentado trilhar pra chegar a isso, nenhum deu pra chegar até o fim. Eu não tenho certeza por onde ir pra chegar lá. E começo a acreditar que talvez seja verdade que a felicidade não é um lugar pra se chegar, ela é o caminho. E hoje, nesse momento, tudo pode começar a se transformar mágico. não porque é ano novo, ou porque algo fantástico aconteceu, aliás, aconteceu sim. Eu acordei hoje com todas as possibilidades do mundo. Eu não sou aquela pessoa que eu citei acima, mas nada me diz que eu não possa me tornar, e que talvez se eu parar de procurar qual é o lugar certo pra estar eu descubra que o lugar certo é aqui: o agora. É onde tudo se cria. E que eu só preciso ser feliz agora. Se eu sempre for feliz "agora", então não há futuro que faça eu me preocupar.
Acho que sim, eu estou no lugar certo.

26 de julho de 2013

But I'm Scared To Death, That There May Not Be Another One Like This.

Acho que desde o começo, bom, não desde que eu te conheci ou que decidimos ficar juntos – ali, naquele momento, eu não possuía medo nenhum – mas desde aquela conversa no celular, tarde da noite, onde tudo que eu precisava era saber que tinha encontrado alguém que estaria ali por mim, desde aquele momento em que minhas expectativas foram viradas completamente de cabeça pra baixo eu já não tenho me permitido ser completamente eu perto de você. Acredito que esconder a parte de mim que mais me dói tem me matado aos pouquinhos, tem se agigantado de uma maneira difícil de não deixar transbordar. E eu tenho passado pelos dias pensando como mudar, ou aliviar um pouco os efeitos colaterais que você deixa em mim.
Confesso não ter achado nenhuma resposta plausível. Nada que realmente me fizesse acreditar que adiantaria alguma coisa, porque as palavras continuam ali entaladas por mais que eu as tussa e cuspa em discussões onde você só consegue revirar os olhos. Prometi não fazer mais isso ser sobre você. A minha vida. Os meus sentimentos. Dessa vez acho que vou conseguir. E pra isso tenho que voltar até o lugar onde viramos na curva errada, não dá pra continuar indo tentando achar um desvio nessa mesma estrada, preciso voltar e tomar o caminho certo de lá. Mas acho que não sei mais voltar sozinha. E você se recusa a voltar comigo.
Sinto medo de o tempo passar. Das coisas avançarem. Mas não tenho tantos medos quanto já tive um dia. Hoje tenho mais esperança. E fé. E paz. E me conforta lembrar isso. São nesses pequenos momentos que eu acredito genuinamente não estar sozinha. Não posso estar, não estaria sequer em pé se assim fosse.
Eu não consigo caminhar pra frente porque tenho medo desse caminho que eu não queria pegar, e tenho medo de voltar porque sei que vou acabar me perdendo e também não sei onde iria dar. E isso me condiciona a ficar parada nos mesmos problemas e a me sentir presa, e essa sensação foi uma coisa que eu não tinha entendido... Até agora. 
Acredito que a única solução é se alguém vier me levar de balão. Levar o meu corpo, a minha visão e as minhas perspectivas lá para o alto pra enxergar melhor, pra ver se acho o caminho de casa. Mas eu sei, eu sei, não posso ver porque preciso crer, de todo o coração, que vai ficar tudo bem.

9 de maio de 2013

Eu já passei por muita coisa. Mesmo. Muitas delas  eu escrevi aqui ou pelo menos chorei em cima desse notebook enquanto aconteciam. Posso parecer dramática – e sou, e já fui muito mais – mas passei por coisas difíceis  coisas as quais eu não pensei realmente que superaria, que eu achei que me afundariam pra sempre. Mas mais uma vez eu estava errada. E como é bom estar errada nessas horas.

Gosto de imaginar que sou uma pessoa forte, que posso aguentar mais do que o mundo pode me atirar. E gosto de acreditar também que é por esse mesmo motivo que estou aqui. Talvez eu não esteja dando créditos o suficiente a minha evolução, e longe de mim tentar me gabar disso. Mas eu superei uma serie de problemas emocionais sérios, uma reclusão do mundo bem agressiva e uma dor que eu não pensei que curaria. Mas foi curada. Não por mim, mas pela minha vontade de ser, eu fui atendida.

E aqui estou em mais uma etapa da minha vida. Pensando no que tudo isso significa. Pensando como escrever é importante pra mim, e como eu desejaria que isso fosse mais fácil  Ainda tenho medo de escrever as palavras erradas mas vendo esse teclado na minha frente, ou ainda que fosse uma caneta ou um lápis ou um pedaço de carvão, as palavras parecem sair fluidas e fáceis das pontas dos dedos. Da ponta da língua  Transferir os meus pensamentos em palavras para um documento talvez não seja tao difícil assim, e talvez eu posso mesmo fazer o que eu quero. Se eu descobrir com certeza o que isso é realmente.

Bom, eu descobri o meu namorado. Ou ele me descobriu, não sei exatamente a ordem. Só sei que de um aspecto que eu totalmente não esperava foi fácil  Se encaixou. Ele simplesmente se tornou parte da minha vida e hoje eu dou graças a Deus por isso. Não precisou de tanto quanto eu imaginava, nem foi tao doloroso quanto pensei que pudesse ser. Conheci ele não hora certa, e ele me surpreendeu não salvando o meu mundo, mas o tornando um lugar ainda melhor. Era o que eu queria, no fundo.

E hoje, eu só espero que o resto flua assim: se encaixando, se encontrando, por mais intenso que seja o caminho, que tudo vá se destinando ao que tem que realmente ser. Sem o sofrimento de moldar algo dentro de um lugar que não é o seu. O meu coração já sabe onde está e já tem o que precisa: a felicidade e a paz de um Deus que está sempre comigo, em mente e vida.

12 de dezembro de 2012

Feliz.

Muito obrigada por tudo. Está sendo maravilhoso e vai ser melhor do que eu imaginava.

De verdade, muito, muito obrigada.

22 de novembro de 2012

Ser adolescente é bom, mas ser adulto é melhor.


Quase tomo a decisão de desistir de tudo isso. É difícil esse negocio. De se apaixonar, de ser alguém, de ser alguém de alguém. Sempre vai ter um motivo pra esperarmos mais um pouco, pra deixarmos pra lá, pra fazermos outra coisa primeiro que vai exigir e merecer mais de nossa atenção do que uma simples paixão efêmera que nos deixa bobinhas por uma ou duas semanas. Ou mais que isso. Mas não muito mais. Corramos atrás do prêmio de ouro, daquilo que mudará nossas vidas, que nos fará sentirmos pertencentes a algo grande e importante, quase uma extensão que somos do infinito que é o universo.
Coloquemos um ponto final nas incertezas adolescentes, nas atrações desmedidas, na vontade pura e descontrolada de esquecer o amanhã.
Se entregar somente a algo puro que valha o próprio esforço, algo que talvez não brilhe tanto de uma vez só, mas que seja uma luzinha que te mantenha certa de que há algo a que se agarrar.
E enquanto eu escrevo, me dou conta que não dá pra ser assim.
Choque de realidade.
Certas coisas não podem, não devem ser do jeito que a gente espera.
Precisamos aprender a pedir pelas coisas certas.
Preciso aprender a me afastar desse frio na barriga.
E enquanto eu escrevo, percebo não haver garantias, colocando nossos sonhos em pessoas ou não. Tudo é uma questão de arriscar. Nada está escrito. E nosso medo não muda esse fato: precisamos agir antes que seja tarde. Nem para que vire experiência. Nem que seja pra dizer que tentou, que seguiu o coração, ou na pior das hipóteses, pra dizer que quebrou a cara e que não vai fazer de novo. Cair também é aprender, e é por isso, essencial.
Nem que seja pra virar uma crônica.
Não há garantias.
Há apenas a vontade de criar para nós uma realidade que valha a pena ser vivida, atentemos a nossa mente, tudo que se cria, primeiro ali descansa. Onde está a sua paz?

13 de novembro de 2012

Por Favor.

Deus, me ajuda, tá difícil.

10 de novembro de 2012

Livro


Ah, faz tanto tempo que eu não escrevo. Eu não sei mais se faz nenhuma diferença, mas eu sinto que eu preciso voltar um pouco a mim mesma. Mesmo que eu diga que está tudo normal. Mesmo que eu diga que não importa mais nada do que aconteceu antes. Eu sinto falta de ser mais sincera, de conversar mais comigo, com Deus. Sinto falta de tudo que eu sonhava ser pra tudo que me tornei. Eu sucumbi. A todas as mudanças e todos os planos diferentes pra minha vida, que nem sempre fui que eu criei, mas que aceitei ainda assim.
Eu nem sempre sei o que escrever. Ou talvez apenas não tenha coragem pra isso. Sem coragem pra admitir as coisas que venho fazendo, pelo menos não em palavras, letras escritas na minha frente. Parece tão concreto. E eu gosto de brincar que nem tudo é tão importante quanto parece. Mas eu devo admitir que as coisas, nem sempre, são ruins como parecem também.
Os pequenos momentos são os que eu mais gosto, e talvez por isso sejam dos que eu me lembro mais. Chega a ser engraçado. Mas, se eu fechar os olhos, consigo ver o sol se pondo no horizonte da passarela da faculdade, e aquele vento bom de fim de tarde que faz o meu cabelo voar como numa cena de filme. Eu aprecio tanto esses momentos que é uma compilação feita deles que me transforma de uma pessoa normal para uma pessoa feliz todos os dias. E grata.
Eu me aceitei diferente. Me aceitei uma outra pessoa, que queria outras coisas e que teria outra vida. Não me arrependo. Porém, voltar para a minha essência, para os pensamentos que são meus, meus sonhos e de mais ninguém, é a única coisa que me faz sentir em casa. Que me faz querer que outras pessoas estejam comigo, e não simplesmente passem pela minha vida deixando suas memórias. É o que de verdade, me faz querer que algo dure. Como se tudo que fosse real estivesse dentro de mim, que é quando eu volto pra casa, entende? Casa é casa, é onde você se sente mais confortável, o lugar que você tem para voltar quando todo o resto estiver feito.
Fui me descobrindo, fui me criando, moldando durante esse tempo. Não permaneci a mesma. Saí e mostrei a que vim, com o pouco que eu conhecia fui me deixando levar, acreditando estar tendo uma experiência incrível na minha vida. E eu estava certa. Devo dizer, eu não tenho nada resolvido nesse momento. Nem uma vírgula, nada, então não se iluda. Esse é apenas o meu ponto de vista das coisas que estão acontecendo, aconteceram ou mesmo virão a acontecer – das quais me limito a especular. Mas enfim, eu sei que hoje sou uma pessoa diferente, e isso é graças ao fato de ter feito tudo que fiz, tendo coragem de sair do plano original. E eu sei que essa pessoa diferente, que eu ainda não tive muito tempo – ou coragem – pra conhecer, não vai agir da mesma forma que a menininha de alguns anos – ou mesmo meses – atrás agiria.
E isso é o suficiente por enquanto. Eu queria poder saber se ou quanto amadureci, e como ainda vou reagir a certas situações que não fizeram suas ideias na minha cabeça ainda. Esses conceitos nos quais eu já parei pra pensar, mas não cheguei a nenhuma conclusão, e que me deixam aqui esperando uma resposta. Mas eu sei que eu só vou descobrir as mudanças que aconteceram em mim de verdade quanto não houver mais saída, eu estiver de frente com elas, pronta a agir. Eu só vou saber se e quanto amadureci quando as minhas ações responderem isso pra mim. E eu não posso saber quanto tempo isso vai levar, mas acredito que possa ser o melhor caminho.
Eu já estava cansada de teorias, de qualquer jeito. Boa parte dos meus últimos dias foi formada em cima delas: de como eu me levantaria, como viraria o jogo, como criaria a vida dos meus sonhos. Elas foram perdendo tanta força que começar a não chegar sequer no papel. Devo admitir que esse foi também um dos motivos pra seguir o lado oposto que eu apontava. Ir com o fluxo das coisas me poupava tanto esforço, e eu lidava apenas com o que surgia. Aliás, acho que esse foi o único motivo pra eu ter feito isso. Não consigo imaginar nenhum outro forte o bastante para considerá-lo agora. Antes, eu só nadava contra, me sentia cansada e não chegava a lugar nenhum. Hoje, pelo menos, eu tinha a sensação de que estava indo a algum lugar, independente de aonde fosse.
Mas, no final das contas, não era disso que eu queria falar. Queria falar dele. De você. Ainda gosto de escrever como se fosse pra você o que eu falo. Você me pareceu doce, me pareceu bom, me pareceu... diferente. Me fez sentir como se fosse o que eu realmente queria. E eu queria dividir o meu tempo com você. Meu carinho com você. Meus pensamentos, minha vida, meu tempo com você. E só Deus sabe o quanto é importante o que eu estou dizendo.
Eu não senti vontade de fazer isso com nenhuma outra pessoa, até agora. Senti medo, senti vulnerabilidade, carência, inferioridade, muitas coisas que me fizeram querer estar com um cara. E ao contrário, não dividir nada com ele, mas sim dar tudo que eu tinha e o que mais pudesse pra que ele quisesse estar comigo. É por isso que é especial, não você, mas o que eu sinto por você. Soa egoísta? Não é. É uma das coisas mais altruístas que eu já fiz. Porque te querer do meu lado e dividir o que eu tenho de mais especial com você é pensando em te fazer feliz, porque isso me faria feliz também.
Eu não estou pronta pra namorar. Eu ainda tenho que dar um jeito de entender o que está acontecendo, o que eu quero e o que eu sou, e isso não é trabalho de um dia. Então, o que eu quero dizer é que eu sei que eu não estou pronta pra trazer uma pessoa dessa importância pra minha vida agora. Eu provavelmente estragaria tudo. E por isso, é mais especial ainda: você vai entrar na minha vida quando eu e você estivermos prontos. E não se engane pelas coisas que estão em volta. Pode ser agora. Pode ser daqui a dois meses. Pode ser na mais pura calma ou na maior das bagunças, e se for, a gente arruma. O importante é saber que nada acontece na hora errada, especialmente quando é a coisa certa.
E, por mais ambíguo que isso pareça, pode acontecer mesmo que eu ainda não tenha nada resolvido. Desde que lá dentro, lá no fundo, eu sinta que o relógio marcou o tempo certo. E aí, ah, aí meu amigo, não vai ter teoria de vida que fará esperar o que eu estou esperando há tanto tempo: amor em forma de sorriso teu.
Sabe o que seria bom? Não precisar tomar remédio nenhum. Pelo menos não agora, não assim.